segunda-feira, 9 de maio de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

A beira do lago


Eu e meu amor de mãos dadas pelas ruas de Miguel Pereira. Conversávamos sobre a atmosfera do local, quando nos deparamos com uma dádiva do ecossistema. Diante da placidez daquele lago, fui instigado a fotografar. Um pescador absorto na dança das horas preenchia o espaço. A cena se tornou bálsamo para o entardecer de sábado. 


Niemeyer passou por aqui


Num passeio com minha esposa a lente registra o Museu de Arte Moderna de Niterói, onde somos agraciados pela genialidade de Oscar Niemeyer. 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nitroglicerina


O personagem está ponderando sobre o tempo que levei sem postar um desenho no blog. Tudo isso aconteceu porque preciso aprimorar o traço, deixá-lo fluir. Estou revendo os meus conceitos. Urge a necessidade de conectar-me às técnicas da Arte Gráfica. 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Que essa Maria-Fumaça me leve



Saindo da estação de Bom Despacho nos enveredamos pela estrada de ferro que corta as matas de Grussaí. O sol a pino desenhava a Maria-Fumaça no chão. Nós (eu, esposa e enteada) com os olhos fixos na janela sem permitir que nenhum segundo da viagem passasse desapercebido. Uma inquietação imperava nos vagões. Todos com câmera e filmadora nas mãos para registrar a natureza em estado pleno. No percurso dez estações. Sendo uma a mais esperada. Quando desembarcamos na estação do Sítio do Pica-Pau Amarelo, uma banda nos recepcionou com marchinhas e outras músicas do gênero. Imediatamente me lembrei da famosa composição de Chico Buarque. Os flashes não paravam. No meio desta alegria geral, surgem saltitando Emília, Marquês de Rabicó e Cuca. Os adultos não conseguiram manter o controle - o espírito infantil tomou conta do ambiente.  Nem as crianças estampavam tantos sorrisos. Minha esposa e os demais faziam inúmeras poses ao lado dos personagens de Monteiro Lobato para documentarem este dia ímpar. De repente, soou um estrondosos apito. Era a Maria-Fumaça querendo partir. Nos despedimos da fantasia, e entramos no vagão. Uma tímida saudade palpitava em meu peito ao notar que as Reinações de Narizinho se diluiam com os quilômetros percorridos. Lentamente o gigante centenário parou na plataforma. Quando passei pelo maquinista (uniformizado como outrora), me deparei com aquele que durante décadas conduz milhares de pessoas pelas ferrovias do Rio de Janeiro e Minas Gerais. E talvez sem saber, tinha o poder de aplacar nossas dores. Eu e minha família nos despedimos do trem que ainda dava baforadas pelo ar, desejando em breve reviver estas horas douradas.